Escrevo com a emoção ainda em relevo em minha alma para relatar a grandiosa experiência da acolhida da cruz da Jornada Mundial da Juventude em nossa arquidiocese.
Acompanhamos a excitação dos jovens que, desde sábado, na ‘peregrinação’ à Registro, nos informavam cada passo que davam, alimentando-nos o desejo de também estar lá, participar daquela missa e tocar a cruz que tanto viajou e uniu jovens no mundo inteiro. Mas domingo, esta ansiedade perdeu espaço para o grandioso sentimento que atingiu a todos os que se encontravam nos estúdios da TV século XXI, ao avistarem a Cruz e o ícone, singelamente carregados por jovens que nos representavam.
Sem dúvidas uma emoção ímpar, sem precedentes! Em todos os lados víamos pessoas que tinham que externalizar o que sentiam internamente. Muitos gritos, assovios, pulos... alegria que se manifestava no choro, mostrando que o sorriso já não mais correspondia ao que estava acontecendo. Um momento de Kairós, sem dúvidas.
Parecia que nos era possível ver a emoção em estado puro, destacado daquele que a vivia. A competência dos organizadores; a alegria e animação do Padre Jonas, Padre Rodrigo e tantos outros nos projetavam a outra esfera, a outro espaço; fisicamente o mesmo, mas espiritualmente, um espaço que a nossa consciência não pode decifrar.
Nossa Arquidiocese viveu um momento de graças que, como tantos outros vivenciados nesta Igreja particular, mostrou a cara jovem da nossa fé.
Para quem não estava presente no encontro, pode ser difícil entender como quase seis mil jovens, vindos de todas as cidades da Arquidiocese, dedicaram-se à venerar uma cruz – símbolo da morte do Cristo. Mas na consciência de cada um que lá estava, não era esta a ideia. Todos sabiam que, para chegar à Ressurreição, Cristo passou pela cruz; ela é, portanto, sinal da sua presença viva, humana e divina no nosso meio! Isto é tão verdadeiro que, ao acolherem-na, o hino entoado por todos foi o “ Deus Conosco”; Emmanuel, hino da JMJ do ano 2000, em Roma.
Nesta hora algo incrível aconteceu... jamais poderemos rotular o sentimento que tivemos... a única coisa que nos sobrou foi chorar e eu também não resisti... chorei.
“somos a igreja da Cruz, por isso a exaltamos, Senhor...”
